07 outubro, 2006

Relatividade

A relativadade dos acontecimentos tem algo de curioso. Um bom exemplo disso é o recente caso do jovem morto pela GNR numa perseguição. Nesta altura, todos culpabilizam o militar e a GNR por uma actuação desproporcional. Contudo se a fuga continuasse e terceiros sofressem com isso estavamos aqui a contestar o facto de termos uma força policial que não actua... Foi um infeliz incidente que todos lamentam.

A propósito dessa noticia, Fernanda Câncio já no final do seu artigo (após vários "disparos verbalizados" contra as forças de segurança) refere que "só em 2006, até agora, pelo menos 3 jovens perderam a vida devido a disparos mal fundamentados da PSP e da GNR". Mal fundamentados? Tentativa de atropelamento, ultrapassar sinais vermelhos e condução em contramão não servem de fundamento? Isto não é "um perigo para a segurança pública" ? Claro que é... Justifica a morte deste jovem? Lógico que não, mas alguém acredita que fosse essa a intenção? Eu pelo menos não acredito, se quiserem chamem-me ingénuo.

O certo é que disparar um "tiro certeiro"(neste caso às rodas) não é fácil, juntemos a isto a pressão própria do momento, mais o facto de estarmos a seguir a alta velocidade e agora acrescentamos o "factor x": umas forças de segurança que disparam 5 tiros durante a instrução e nunca treinam disparos contra alvos em movimento, porque os recursos são escassos. No minimo preocupante e a necessitar de reflexão.

Para concluir Fernanda Câncio diz que:"Nestes casos, há invariavelmente um representante sindical que, antes sequer de o inquérito começar, já sabe que o resultado só pode ser favorável ao agente ou agentes envolvidos."
Pois é, mas também há quem sem o inquérito começar já tenha concluido que o agente é assassino impiedoso...Enfim!

2 Comentário(s):

Anonymous Anónimo said...

E esqueceste-te de dizer que, numa perseguição, se o agente danificar a viatura de serviço ou a de terceiros, é ele quem paga... Como é possível isto??

1:18 da tarde, outubro 08, 2006  
Blogger Di said...

É de lamentear ao ponto a que chegámos. Esquecem-se que as forças de segurança são seres humanos que tal como os outros podem errar. Como o caso dos professores antes com tanto poder e agora com tão pouco..

8:49 da tarde, outubro 22, 2006  

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