04 janeiro, 2007

Encruzilhada

O ministro Mariano Gago, em entrevista ao DN, garantiu que "as propinas não aumentarão" até 2009. Será uma questão de tempo. Os aumentos, por uma questão de imagem, ficarão para o segundo mandato.

As universidades públicas encontram-se numa encruzilhada. Por um lado, os aumentos de proprinas são incomportáveis para parte das famílias Portuguesas, que se deparam com um poder de compra. Esses aumentos significam sempre uma selecção adversa, em deterimento dos que menos têm. A opção "socrática" de facilitar os empréstimos aos estudante não parece muito boa ideia num país "super-endividado".

Por outro lado, temos as universidades públicas com a corda na garganta. As dificuldades em pagar as contas são imensas, quanto mais pensar em investimentos nas instituições. Com o impertativo do "combate ao monstro" corta-se em tudo quanto é sítio (será nos sítios certos?) e o ensino não foge à regra. Os cortes no ensino não são sinónimo de má vontade governativa, são -isso sim- um sinal dos tempos difíceis e de opções menos felizes.

A actual situação é preocupante e soluções precisam-se. Uma hipótese poderia passar por cada vez mais e melhores parcerias entre as universidades e empresas.
Vamos ver que futuro é reservado ao ensino, aqui no País da Ota, do TGV e dos estádios modernos mas vazios.

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