30 janeiro, 2007

Boa pergunta...

24 janeiro, 2007

The man

Barack Obama é o meu candidato, mas pelos democratas Hillary deverá levar a melhor.

11 janeiro, 2007

"A Comissão Europeia (CE) vai brevemente confrontar Portugal com um contencioso devido à política de preços regulados e artificialmente baixos imposta pelo Governo na electricidade".

Este caso é um exemplo do porquê de Sócrates e companhia continuarem com a popularidade em alta.
Para os mais esquecidos, tudo isto começa, em finais de outubro, com a ERSE a propor um aumento a rondar os 16% para a tarifa da electricidade, de modo a que estas reflectissem as condições do mercado.
Para a opinião pública a entidade reguladora era a má da fita (apesar do "espalhanço" do secretário de estado Castro Guerra), afinal vinha propor um aumento destes em tempos de crise.

No meio da sua enorme generosidade o governo limitou a subida da tarifa a 6%. Mas também no meio da sua enorme ingenuidade o governo não sabia que isso colocava em causa a liberalização do mercado da electricidade.
Agora a tarifa deverá mesmo subir. O governo, tal qual Pilatos, lava as suas mãos. Afinal, não tem culpa, os aumentos são exigência de Bruxelas.

06 janeiro, 2007

Maldizer

Nem eu próprio consigo conceber o porquê de estar a escrever sobre a facilidade de maldizer, menosprezar ou criticar. Até porque apesar de nunca ter sido o objectivo do blog, nem ser prática corrente no mesmo, temos ocasionalmente caído nesse erro. Não me refiro à crítica construtiva, ao debate de ideias, à troca de argumentos e por aí adiante, mas sim àquilo que infelizmente abunda em inúmeros sectores da vida em sociedade, onde impera a crítica destrutiva, a mesquinhez dominadas pelo voraz apetite de ascender na carreira, de aparecer, espezinhando tudo e todos.

Nos dias do presente não interessa criticar com alternativas. Não há paciência, pensar nas questões de forma ponderada e séria dá trabalho e é muito melhor mandar uns superficiais parágrafos capazes de fazer as delícias daqueles que nada mais procuram senão sangue e lágrimas. O suor há muito que ficou para trás...

Creio serem escassos aqueles que se podem orgulhar de nunca o terem feito. Ainda assim, andamos a oferecer a nossa atenção, dinheiro, simpatia aos outros, à maioria, aos que sabem que não será por aí, pela via da seriedade, da honestidade, do mérito que serão recompensados enquanto a minoria fala para as paredes, escreve para a fogueira sabendo ser uma hercúlea tarefa transformar a realidade que se sustém nos (aparentemente) indestrutíuveis pilares da inveja, mediocridade, mesquinhez e facilitismo.

Apesar do blog versar essencialmente sobre assuntos políticos, o que acima acabou de ser referido não se limita a este campo. É certo que se pode considerar esta área como o palco principal de tudo o que acabou de ser escrito. Mas não será esse palco nada mais do que o reflexo, o espelho das próprias relações entre particulares, da conduta que cada um de nós segue, dia após dia?

Para terminar e constatar o quão fácil é cair nesse erro de criticar por criticar, repare-se que no final de contas, foi o que acabei por fazer nestas linhas de desabafos...

04 janeiro, 2007

Encruzilhada

O ministro Mariano Gago, em entrevista ao DN, garantiu que "as propinas não aumentarão" até 2009. Será uma questão de tempo. Os aumentos, por uma questão de imagem, ficarão para o segundo mandato.

As universidades públicas encontram-se numa encruzilhada. Por um lado, os aumentos de proprinas são incomportáveis para parte das famílias Portuguesas, que se deparam com um poder de compra. Esses aumentos significam sempre uma selecção adversa, em deterimento dos que menos têm. A opção "socrática" de facilitar os empréstimos aos estudante não parece muito boa ideia num país "super-endividado".

Por outro lado, temos as universidades públicas com a corda na garganta. As dificuldades em pagar as contas são imensas, quanto mais pensar em investimentos nas instituições. Com o impertativo do "combate ao monstro" corta-se em tudo quanto é sítio (será nos sítios certos?) e o ensino não foge à regra. Os cortes no ensino não são sinónimo de má vontade governativa, são -isso sim- um sinal dos tempos difíceis e de opções menos felizes.

A actual situação é preocupante e soluções precisam-se. Uma hipótese poderia passar por cada vez mais e melhores parcerias entre as universidades e empresas.
Vamos ver que futuro é reservado ao ensino, aqui no País da Ota, do TGV e dos estádios modernos mas vazios.