30 outubro, 2006

O PCP e a Coreia do Norte

No DN de hoje uma das cartas da secção "tribuna livre" (as cartas dos leitores) vem do gabinete de imprensa do PCP.

Em questão estava uma notícia que dava conta da solidariedade do comité central do PCP para com Kim Jong-Il. Notícia aparentemente falsa, para repor a verdade a nota do gabinete de imprensa do PCP refere que: "o comité central exprimiu e exprime a sua solidariedade, não em torno deste ou daquele dirigente". Exprime, isso sim, solidariedade com os "comunistas e o povo Coreano (...) contra o bloqueio económico e as ameaças de agressão imperialista à RPDC" e com os "comunistas e o povo cubano empenhados na defesa da sua revolução e na luta pela libertação dos cinco patriotas encarcerados nos EUA".

Enfim, não apoiam este ou aquele regime, nem este ou aquele líder...Apoiam os comunistas que são os ditadores deste ou daquele regime.

29 outubro, 2006


a verdadeira blasfémia

porto 3 - 2 benfica

28 outubro, 2006

Sporttv...

2-0 para o Porto ao minuto 20.
Até aqui tudo normal na vida, e estofo, de um benfiquista... Agora ouvir, para além dos adeptos do FCP, os comentadores vibrarem com o tento portista é que me causa alguma estranheza. Ou talvez não...

Tenho de começar a ver a bola ao som dos D'zrt, que comparados com estes comentadores, revelam subitamente uma qualidade impressionante.

26 outubro, 2006

Darwin vs Deus

Incoerências!

Vi, ontem à noite, o debate sobre o programa dos grandes portugueses. Ao contrário de alguns acérrimos críticos, gosto do formato, por muitos defeitos que lhe possam ser apontados.

A certa altura, surge a discussão sobre a inclusão ou não de António de Oliveira Salazar na lista de sugestões apresentadas pela RTP. Após longos minutos a recordar os horrores do Estado Novo, (não esqueçamos o passado, mas por favor(!), chega de constantes doses de xarope anti-Estado Novo e olhemos, de uma vez por todas, para o presente/futuro) surge finalmente a vez de Joana Amaral Dias formalizar a sua opnião.

"Caso Salazar vença a votação será, sem dúvida, urgente um debate na sociedade portuguesa e que se tomem medidas", foi, em traços muito gerais, a doutrina de J. Dias sobre o assunto. Então...? Que é feito da liberdade de expressão, pensamento, política? São nestes momentos que assitimos de forma clara, à mentalidade inerente em alguns membros da vida política nacional... Uma mentalidade que expressa uma ânsia constante de moldar os comportamentos, pensamentos e tudo aquilo que nos caracteriza, em nome do politicamente correcto, em nome de absolutismos morais, em nome da uniformização.

Já agora, adorava saber que medidas seriam essas...

diSCUTam á vontade...

Estudos contrariam a decisão do Governo em colocar portagens nas SCUT.
Como diria qualquer treinador: os recordes existem para serem batidos. Os estudos embarcam na mesma óptica, há sempre um estudo que contraria outro. Ou seja, a doutrina divide-se sempre.

Portanto decidi apresentar o meu estudo.
Nas auto-estradas "sem custos para o utilizador" tal como nas auto-estrada com portagem, há um concessionário que explora esse troço. Onde há portagens quem usa paga. Nas SCUT é o Estado quem as paga (cerca de 500 milhões ano, vindo dos impostos) pelo utilizador.

Numa altura em que se fala em rigor orçamental, menos investimento no ensino e taxas de internamento na saúde, faz todo o sentido que quem utilize este "bem comparativamente acessório" que o pague.
Já agora, as SCUT ajudaram a reduzir as assimetrias litoral-interior? As SCUT ajudaram a desenvolver as regiões mais ostracizadas? Não me parece.

DiSCUTam á vontade...mas ponham lá as portagens

P.S. - Por favor descubram o estudo que contraria o meu...

A brincar a brincar...

25 outubro, 2006

O papo da galinha

Sobre esta notícia...

Tecnicamente, a minha jurídica nada aguça abstem-se de comentar. Não tenho qualificações para opinar se as medidas eventualmente serão, ou não, eficazes.
A leitura é política. E tendencialmente de carácter sociológico:

O timbre de Teixeira dos Santos é perspicaz. Perspicaz no sentido que, mesmo sendo uma "cedência" à pressão dos media, com alguma carga de hipotética demagógica no intuito de agradar a certa clientela política "socialista" profunda à mistura; é, sobretudo, uma medida de bom senso.

A torneira está a pingas miúdas. Pego o argumento da banca como alicerce da economia, à qual não se devem cortar as pernas. Acrescento-a ao comando imperioso para 2007 de a Administração Pública conter despesas desnecessárias. Anoto que o esforço do Estado tem de ser repercutido de forma equitativa na sociedade civil. Entre a prestação de melhores serviços bancários e, por ex, aceitar que reformados e deficientes terão de pagar mais impostos, também pego no bom-senso. À priori tenho a informação que somos o país com maior fosso entre os 20% mais ricos e 20% pobres. A lógica obriga-me a saudar a medida de Teixeira dos Santos. Desde que ele tenha a argúcia técnica de milimetricamente preconizar as medidas apoiado na prudência. A capacidade de descobrir aqueles meio-termos por onde passa a sensatez.
Concordar com este orçamento é outra história. Mas o ministro quer que ele seja como os ditados, grão a grão...

23 outubro, 2006

Factos e os cursos de direito

Deixo aqui alguns factos sobre os quais considero ser urgente e saudável reflectir. Na 1ª fase de acesso aoEnsino Superior deste ano, das 1130 vagas abertas para Direito nas Universidades Públicas 66 ficaram, pela primeira vez, por preencher, todas elas na FDL apesar da nota de ingresso ser de apenas 11, 3 (contra 14,98 da Nova ou 12,93 de Coimbra, muito embora o 100º classificado na FDL tenha uma média superior ao 100º colocado na Nova- o que não deixa, contudo, de saber a pouco). Parte destes números pode ser explicado pela quebra da natalidade e pelo número de vagas aberto (550 na FDL contra, por exemplo, 330 em Coimbra ou 100 na Nova), embora em rigor, essa explicação seja insuficiente. Por outro lado, a estas 66 vagas é ainda necessário somar cerca de 45 de candidatos que não se inscreveram, deixando cerca de 110 lugares disponíveis para a 2ª fase, agora quase totalmente preenchidos, em particular com o recurso regime para os maiores de 23 anos. Acrescente-se à reflexão outros dados: O processo de Bolonha (veja-se o arranque, na Católica, de um Curso de Direito de 4 anos ), o sistema de financimento das universidades e dos cursos de ensino superior, a inexistência de um sistema de prescrição e o aumento do número de alunos estrangeiros. isto tudo já dá muito que pensar. RS

El Diablo...


A última esperança (Lionel Messi).

22 outubro, 2006

Traduttore, traditore?



Esta até podia ser uma boa noticia. Pelo menos uma esperança. Mas foi só um erro de tradução...ou o erro terá sido dizer a verdade?

(Foto de: Cheryl Diaz Meyer)

21 outubro, 2006

orçamento

Estava à espera de ouvir uma voz certeira acerca do orçamento. Cá está ela. Finalmente

18 outubro, 2006

Rivolução económica

a obra nasceu e a "influência económica" chegou finalmente, aproveitando a "Rivolução". com efeito, que motivos poderão levar meia dúzia de pessoas muito democráticas a se sitiar no Rivoli contra a gestão privada do teatro, em especial quando a contestação não se prende tanto com potenciais despedimentos mas com a direcção artística da casa? talvez sendo a gestão privada se procure o lucro (extraordinário, entenda-se), o que implica peças que atraiam público, salas cheias e bilhetes mais baratos. Ó que horror, levar pessoas ao teatro é que não! queremos continuar com peças elitistas que o português não percebe, que o afugentam do mundo das artes e que obrigam os teatros a fechar. talvez um dia os muito devotos rivolianos percebam que a conversa da treta tem o mérito de tirar os rabos cada vez mais gordos dos portugueses de frente da televisão e de permitir, a posteriori, angariar público e financiar projectos ditos mais "cultos". é o preço do sector privado...

17 outubro, 2006

Estupidez em directo!

Temos uns quantos palermas que ainda estão barricados no Rivoli num estilo anarco-revolucionário que, pelos vistos, ainda tem alguns adeptos em Porugal.

Contudo, o que me faz escrever sobre este tema não é:
- o facto de este ter direito a constantes referências/directos na tv's nacionais
- a falta de coêrência dos manifestantes
- estar 100% de acordo com as medidas de Rui Rio
- o fervor revolucionário demonstrado por estes "heróis"

É este pequeno parágrafo: "A Câmara do Porto «cortou esta noite a luz do Teatro Rivoli e colocou o ar condicionado no máximo para dificultar a permanência dos manifestantes», contou ao PortugalDiário esta manhã Francisco Alves, director do Teatro Plástico, um dos barricados há mais de 32 horas." Fonte: Portugal Diário

Estavam à espera do quê? Será a falta de inteligência de Francisco Alves tão monstruosa que o fez esperar outra coisa? Ocupando ilegalmente um espaço que não lhes pertence, estariam os manifestantes na esperança de ser recebidos com serviço completo de atendimento por parte das autoridades?

Já estou à espera das "postas-de-pescada" habituais nestas ocasiões, caso as autoridades locais actuem (como à muito já o deviam ter feito): "Isto é uma vergonha!!" , "Fascitas!", "Nós estavamos muito sossegados num retiro espiritual, quando a polícia partiu para a violência!"...

15 outubro, 2006

Recentemente, saía no PUBLICO uma entrevista com Christopher Coker, académico da London School of Economics, na qual defendia que a Africa estava cansada das promessas altruístas, dos fundos extraviados por meia duzia de intermediários e dos doutos conselhos que a Europa, na sua pretensa superioridade moral e intelectual, dava a crer que tudo resolveriam.
A cultura é o esteio da humanidade. E a Europa crê-se o esteio das virtudes da humanidade. Talvez o seja, (e para mim certamente o será, que sou europeu) mas não é eficaz quando chega a altura de tornar exequível o que a sua sensatez doutrinária reclama. Como tal, os africanos preferem um pássaro na mão e um novo parceiro para as trocas económicas: a China. Os chineses são uns EUA com os olhos ainda mais em bico, em puro sentido literal: comodistas a pensar, pragmaticos a agir. O estatismo da política económica chinesa só serve para tornar oficial o que o liberalismo norte-americano nos sugere: o interesse económico acima do casto sentido humanista. Significa isto que a China apenas constrói estradas e escolas nos países com maiores recursos naturais. Logo, os que mais interesses suscitam. Logo, os com maior tendência para regimes ditatoriais. Como tal não lhes interessa, ao contrário dos europeus, enviar observadores para as eleições, ganhem elas o sentido de ratificação ou de legitimação do poder. Interessa-lhes jogos de soma positiva.
Não os condeno. Nem mesmo aos Africanos. China não os colonizou. E assim não são necessárias psico-terapias de realinhamento histórico. O problema está em nós perdermos oportunidades de negócio e eles, liberdade. Pois a vida africana lá permanece como a do homem medieval de Hobbes: "solitária, pobre, sórdida, brutal e curta."

O homem que ensina a pescar

Muhammad Yunus. Assim se chama o novo Nobel da paz. Confesso que a principio estranhei ver um banqueiro receber tal galardão. Mas isto foi antes de descobrir o trabalho deste homem.

Concordo com a sua visão: não há paz possível com pobreza. E concordo, acima de tudo, com a sua ideia simplista de acabar com a pobreza. Nada de caridadade, pois ela causa dependência e incentiva uma certa apatia. Ilações que o mundo, dito, desenvolvido poderia retirar. Em vez de se enviar "toneladas de ajuda" embrulhadas numa visão paternalista. Vale mais a pena ensinar a pescar. Vale mais acreditar no espirito empreendedor do Homem, pois isso "é um fundamento do ser humano."

14 outubro, 2006

Assim fala(va) a Literatura

Antes de mais, saúdo os leitores deste digníssimo blog (stricto sensu, familiares e amigos). Resolvi iniciar a minha contribuição nesta obra, ainda criança, com um tema cultural: a literatura dita light. De facto, nem concordo com a expressão. Já dizia o patrono deste blog (sim, já que foi dele que foi tomado o nome por empréstimo a fundo perdido) “minha pátria é a Língua Portuguesa”. A verdade é que, tendo nós a honra de ter uma língua tão rica e criativa, duvido que não arranjássemos expressão melhor. Tudo parece obedecer ao domínio da raiz saxónica das palavras e dos hábitos. Os hábitos ficarão para outros escritos. Chego a pensar que o termo surgiu por osmose…se para qualquer produto existe uma alternativa light, a literatura, como produto massificado que se tornou, não poderia escapar à pandemia.
Eu chamar-lhe-ia “literatura do imediato” ou de latrina, como preferirem. A verdade é que a sociedade actual se encontra num estádio de preguiça cultural justificado pela correria do dia-a-dia. No entanto, muito me espanta que, apesar da apregoada preguiça, não haja uma crise de vendas nos livros de Margarida Rebelo Pinto ou de Maria João Lopo de Carvalho, por exemplo. Reconheço que a vida nos centros urbanos não facilita nem desperta a vontade de pegar em livros pesados…embora abundem no metro de Lisboa caras tapadas pelo “Anjos e Demónios” de Dan Brown. Não me parece que seja uma questão de peso…
Talvez não seja também uma questão de falta de tempo, mas sim de uma mentalização progressiva de que a cultura, especialmente a literatura, “é chata”. Tudo o que não fale de relações fugazes, de traições, do hotel íbis, torna-se terrivelmente enfadonho.
A venda exponencial de literatura “do imediato” é causa e consequência de um progressivo abaixamento da fasquia, no que diz respeito à qualidade da literatura. Convém esclarecer que não defendo um monopólio dos clássicos ou a leitura exclusiva de obras premiadas, até porque considero que nem sempre aquilo que é reconhecido tem a qualidade que se apregoa. Defendo sim, que a massificação desta leitura vocacionada para os transportes públicos e para as casas de banho prejudica grandemente a capacidade crítica relativamente à forma e ao conteúdo da literatura.
Acredito cada vez mais que ler é conhecer pessoas. Se uma personagem for bem estruturada, facilmente é possível entrar num mundo alternativo no qual efectivamente conhecemos quem nele se move. Aliás, pode até nem ser a personagem que nos leva a uma aproximação de nós próprios, mas sim a forma como o texto é transmitido ao leitor. Serei uma céptica se acreditar que quem escreve um ou mais livros por ano todos os anos não dá o melhor de si aos leitores a menos que se trate de um génio literário? Se assim for, estamos num país em que a produção massiva de génios literários não conhece fim à vista. Valha-nos isso…ao menos que produzamos alguma coisa em massa...talvez assim quando os fundos europeus forem cortados possamos viver de “sopa de letras”.

13 outubro, 2006

Finalmente...

Em consequência das enormes críticas, quiçá ameaças, recebidas pelos autores deste simpático blog em relação ao facto deste ser constituído exclusivamente por personalidades do sexo masculino, urge informar os nossos leitores (familiares dos autores) que tal situação pertence ao pretérito perfeito.

Sim. Pertence ao passado. "Passado arrependido" como diriam os GNR de Rui Reininho. Anunciamos assim, a presença de Tatiana Nicolau nas nossas "fileiras", na certeza de que com a presença da mesma teremos finalmente um pingo de qualidade neste antro de ignorância.

De referir que nos próximos dias corremos o risco de ver garantida a presença neste blog, e isto é a mais pura das verdades, a maior influência "económica" na vida dos membros d'A Obra Nasceu.

Oriente próximo

Não conheço a obra de Orhan Pamuk. Provavelmente, o próximo livro que vou comprar será Meu nome é Vermelho. Logo que surja traduzido. Alicia-me enxergar o intelecto de nobeis. Mas admiro acima de tudo um bom escritor com requintadas críticas políticas. Por isso me parece que irei gostar de Pamuk.
A Turquia tem uma historia uma cultura e uma geografia importantes de mais para serem menosprezadas. Alguém que divide este país a meio, dando azo a libelos e mesuras de ideias, é, sobretudo, um político de convicção. A literatura é grande de mais para se deixar entreter em moderadas atenções. Alicia-me conhecer o homem do "oriente próximo", como hoje é designado no PÚBLICO. Sobretudo, porque tenho pela Turquia a estima que me faz acreditar num casamento de culturas que vivem em união de facto neste planeta. Espero que a Turquia saiba evoluir para um país livre e democrático. Espero que a liberdade que Pamuk cultiva seja o mote do "oriente próximo".

12 outubro, 2006

Déjà vu...

"ONU modera discurso contra Pyongyang -
Nações Unidas afastam, para já, sanções drásticas à Coreia do Norte
Apesar da indignação, as Nações Unidas estão a suavizar as propostas de sanções à Coreia do Norte por causa do presumível teste nuclear. A China e a Rússia já atenuaram o seu discurso, enquanto que os Estados Unidos afastam negociações bilaterais com o regime de Pyongyang. "
Fonte : [Sic Online]

Sensação estranha.... Só me vem à memória esta imagem.


Adolf Hitler cumprimenta Neville Chamberlain na chegada do mesmo a Munique 29 de Setembro, 1938

07 outubro, 2006

Relatividade

A relativadade dos acontecimentos tem algo de curioso. Um bom exemplo disso é o recente caso do jovem morto pela GNR numa perseguição. Nesta altura, todos culpabilizam o militar e a GNR por uma actuação desproporcional. Contudo se a fuga continuasse e terceiros sofressem com isso estavamos aqui a contestar o facto de termos uma força policial que não actua... Foi um infeliz incidente que todos lamentam.

A propósito dessa noticia, Fernanda Câncio já no final do seu artigo (após vários "disparos verbalizados" contra as forças de segurança) refere que "só em 2006, até agora, pelo menos 3 jovens perderam a vida devido a disparos mal fundamentados da PSP e da GNR". Mal fundamentados? Tentativa de atropelamento, ultrapassar sinais vermelhos e condução em contramão não servem de fundamento? Isto não é "um perigo para a segurança pública" ? Claro que é... Justifica a morte deste jovem? Lógico que não, mas alguém acredita que fosse essa a intenção? Eu pelo menos não acredito, se quiserem chamem-me ingénuo.

O certo é que disparar um "tiro certeiro"(neste caso às rodas) não é fácil, juntemos a isto a pressão própria do momento, mais o facto de estarmos a seguir a alta velocidade e agora acrescentamos o "factor x": umas forças de segurança que disparam 5 tiros durante a instrução e nunca treinam disparos contra alvos em movimento, porque os recursos são escassos. No minimo preocupante e a necessitar de reflexão.

Para concluir Fernanda Câncio diz que:"Nestes casos, há invariavelmente um representante sindical que, antes sequer de o inquérito começar, já sabe que o resultado só pode ser favorável ao agente ou agentes envolvidos."
Pois é, mas também há quem sem o inquérito começar já tenha concluido que o agente é assassino impiedoso...Enfim!

06 outubro, 2006

Choque tecnológico á vista....

05 outubro, 2006

O intocável


Valentim Loureiro despede-se da presidência da liga de futebol - não da liga - ao seu estilo dizendo que "é intocável e toda a campanha para me desacreditar é tempo perdido".

Provavelmente por isso é que o "apito dourado" vai caminhando a passos largos para um "arquivamento em massa".
E já agora, para os mais distraidos, qualquer semelhança entre o "apito dourado" e um processo judicial é mesmo pura coincidência...

03 outubro, 2006

Fácil? Não...


A culpa de eu ser ignorante é da ministra da educação!
A culpa de eu ser mal pago é do Estado/Patrão!
A culpa do terrorismo internacional é dos EUA!
A culpa da falta de produtividade no nosso país é dos empresários!

Ui! Quão difícil e de extrema necessidade intelectual é arranjar culpados... Note-se o caso de Daniel Oliveira, personagem pertencente à old-school na blogsofera nacional, que em cada três posts, dois servem para criticar a torto e a direito o Procurador Geral da República, como se este fosse a verdadeira causa para as dificuldades que a Justiça portuguesa enfrenta.

Para quem é tão crítico em relação ao funcionamento do Direito português, pede-se um pouco mais do que a utilização da figura de Souto Moura como "saco de pancada". E o mesmo se aplica aos "opinion-makers" que parecem seguir pelos mesmos trilhos...

01 outubro, 2006

Justiça social

Tamanha injustiça!!! O ministro das finanças anunciou que os funcionários públicos no activo passarão a descontar 1,5% para ADSE (e os aposentados 1%).
O ministro Teixeira dos Santos justificou a decisão dizendo:" Não será mais justo pedir a quem beneficia que contribua um pouco mais? Para nós, é um elementar acto de justiça", acrescentando que:" Têm de ser utentes deste sistema a contribuirem para a sua viabilidade".

Como é lógico os sindicatos atacaram com as frases feitas do costume:"Ataque aos trabalhadores do Estado", "inaceitável e discriminatório", etc.

A meu ver é extremamente injusto a taxa de desconto continuar tão baixa ou mesmo continuar a haver um subsistema de saúde só para funcionários do Estado, mas isto depende da perspectiva, porque para os sindicalistas é justo que todos ajudem a fazer o bolo e só alguns privilegiados o comam...

Até quando?


José Socrates na inauguração do último troço da A25, considerando este dia como "histórico", "deixou ainda a garantia que a auto-estrada ontem inaugurada não terá portagens pagas pelos utilizadores até a região que atravessa atingir os indicadores socio-económicos do resto do país." Fonte: [O Primeiro de Janeiro]

Até quando esta ilusão? Ainda existe alguém, salvo os extremistas, a acreditar que as auto-estradas se "pagam por si mesmas"? De uma vez por todas, com realismo e rigor económico, cheguemos à conclusão que não há almoços grátis. Ou, havendo excepções, conclua-se que este não é, definitivamente, um desses casos...